Se alguém me perguntar do que eu mais sinto falta lá do Rio Grande do Sul, irá se surpreender com a minha resposta. Porque provavelmente ninguém sente falta de algo tão peculiar como eu sinto.
Não me entendam mal meus amigos gaúchos. Eu sinto falta de vocês, sinto falta do colégio, dos professores, de Porto Alegre, da Redenção, do Bonfim, do sotaque carregado e cheio de “Tus” combinados com verbos mal conjugados... No entanto, nada me faz mais falta do que os comerciais.
Eu não sei se é esse sentimento bairrista que nos faz querer produzir as melhores e mais tocantes propagandas veiculadas na televisão. Ou se é simplesmente o fato de termos boas agências de publicidade. Ou ambas as possibilidades combinadas.
O fato é que as mensagens de final de ano da RBS e os comerciais de datas festivas do Zaffari Bourbon marcaram toda minha infância e parte da minha adolescência de forma irreversível. Impossível escutar aquela música “Vida” – tema da RBS – sem ter vontade de estar em uma daquelas terríveis praias do RS junto com a família e reclamando porque queria estar em casa no computador. Assim como já se tornou impossível escutar a breguíssima música do Claudinho e Buchecha “Fico Assim Sem Você” que no comercial de Dia das Mães/Natal do Zaffari Bourbon tornou-se uma das músicas mais lindas que eu já escutei.
Ver esses comerciais pelo youtube não só me faz sentir falta do Rio Grande do Sul, mas também me emocionam de forma que nada mais consegue. Portanto, agora que está chegando o final do ano, eu nada mais tenho a dizer senão um obrigada a essas empresas que fazem tão bem sua jogada de marketing e conseguem nos tocar tão profundamente.
Parabéns, vocês conseguiram vender seu produto!
domingo, 19 de dezembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
“Na minha época os adolescentes não eram assim”.
Aham Claúdia, senta lá.
Assim como? Estúpidos? Coloridos? Viciados em Internet? Abertos? Drogados? Bêbados?
Bom, se a opção é Estúpidos e/ou Drogados e/ou Bêbados, eu lhe pergunto: em que mundo você vivia? Os adolescentes não estão ficando mais burros por culpa da televisão ou da internet, sempre houve os babacas. Aqueles bestinhas sem nada na cabeça. Sempre! Talvez o que haja agora seja um interesse menor pelo estudo, por ter uma opção maior de lazer. Porém os adolescentes são – de uma forma geral, no entanto não todos – um tanto quanto estúpidos. É da própria fase. Queremos testar limites e fazemos besteiras. Portanto se você acha que não viu adolescentes estúpidos na sua adolescência: 1) Você é um alien . 2) Você era dos mais babacas e ainda não sacou isso. Drogados e Bêbados: sem comentários.
Agora, se a opção é Viciados em Internet e/ou Abertos, concordo com você. Não havia Internet na sua época, provavelmente. Consequência disso é que vocês tinham menos acesso a certas informações que nós temos, portanto eram mais conservadores.
Por último, se a opção é Coloridos, meu bem, você não viveu ainda então. Os Hippies, os anos 80... mais coloridos impossível! Além disso, se você era um Hippie, se você gostava de Beatles na sua época inicial, de Madonna, entre outros... Você não pode dizer “Na minha época não era assim”. Porque era. Dos primeiros hits dos Beatles, diga-me um que fale algo interessante... Não tem. O que aconteceu foi que eles cresceram e amadureceram. E aí sim viraram o que eles representam hoje. Os Hippies, olhando hoje, podiam ser algo bonitinho com todas aquelas roupas fofas e aquela ideia de mudar tudo. E se não fossem eles, talvez nós ainda vivêssemos em uma sociedade extremamente conservadora. Mas eu duvido que todos eles tivessem muitas coisas na cabeça além de drogas e utopias.
Nenhum de nós pode dizer que os Coloridos não são nada. Eles lançaram uma nova moda. Eles podem crescer e lançarem músicas que passem alguma mensagem. Ou não. A Madonna continua fazendo músicas que só passam a mensagem de “Vamos dançar, uhul!”. Mas ninguém fala mal dela, não é mesmo?
Aham Claúdia, senta lá.
Assim como? Estúpidos? Coloridos? Viciados em Internet? Abertos? Drogados? Bêbados?
Bom, se a opção é Estúpidos e/ou Drogados e/ou Bêbados, eu lhe pergunto: em que mundo você vivia? Os adolescentes não estão ficando mais burros por culpa da televisão ou da internet, sempre houve os babacas. Aqueles bestinhas sem nada na cabeça. Sempre! Talvez o que haja agora seja um interesse menor pelo estudo, por ter uma opção maior de lazer. Porém os adolescentes são – de uma forma geral, no entanto não todos – um tanto quanto estúpidos. É da própria fase. Queremos testar limites e fazemos besteiras. Portanto se você acha que não viu adolescentes estúpidos na sua adolescência: 1) Você é um alien . 2) Você era dos mais babacas e ainda não sacou isso. Drogados e Bêbados: sem comentários.
Agora, se a opção é Viciados em Internet e/ou Abertos, concordo com você. Não havia Internet na sua época, provavelmente. Consequência disso é que vocês tinham menos acesso a certas informações que nós temos, portanto eram mais conservadores.
Por último, se a opção é Coloridos, meu bem, você não viveu ainda então. Os Hippies, os anos 80... mais coloridos impossível! Além disso, se você era um Hippie, se você gostava de Beatles na sua época inicial, de Madonna, entre outros... Você não pode dizer “Na minha época não era assim”. Porque era. Dos primeiros hits dos Beatles, diga-me um que fale algo interessante... Não tem. O que aconteceu foi que eles cresceram e amadureceram. E aí sim viraram o que eles representam hoje. Os Hippies, olhando hoje, podiam ser algo bonitinho com todas aquelas roupas fofas e aquela ideia de mudar tudo. E se não fossem eles, talvez nós ainda vivêssemos em uma sociedade extremamente conservadora. Mas eu duvido que todos eles tivessem muitas coisas na cabeça além de drogas e utopias.
Nenhum de nós pode dizer que os Coloridos não são nada. Eles lançaram uma nova moda. Eles podem crescer e lançarem músicas que passem alguma mensagem. Ou não. A Madonna continua fazendo músicas que só passam a mensagem de “Vamos dançar, uhul!”. Mas ninguém fala mal dela, não é mesmo?
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Os brasileiros têm memória seletiva. Muitas pessoas dizem que nos esquecemos de tudo, cheguei à conclusão de que nos esquecemos apenas dos brasileiros que nos fazem mal, não dos gringos. Somos extremamente receptivos e calorosos com os famosos que vêm de fora, entretanto, se algum deles pisa no nosso calo, defendemos esse país (geralmente com xingamentos de baixo nível no Twitter) como se essa fosse a coisa mais importante de nossas vidas. E mesmo que possamos perdoar, a ferida fica lá, sempre relembrando o que aquele “estrangeiro metido a besta” falou da nossa “Pátria amada, idolatrada, salve, salve”. Claro que depois de uns pedidos de desculpas tudo passa, afinal, chegamos a idiota conclusão de que estrangeiros são melhores, ainda mais os famosos. Maldita desvalorização da cultura nacional!
Pensando nisso, eu me pergunto: Não seria ótimo se tivéssemos a mesma garra e o mesmo amor pelo Brasil quando os políticos nos fazem de bobos? É, mas parece que temos um remédio muito eficaz para esse tipo de ferida e ela cura bem rapidinho, sem deixar cicatrizes. A questão aqui não se trata de perdoar. Nós não os perdoamos, apenas... “esquecemos” e os elegemos novamente. Então eles roubam absurdamente até que haja um novo escândalo, ficamos p*tos da vida e passado algum tempo, os elegemos novamente. E eles roubam absurdamente até que haja um novo escândalo, ficamos p*tos da vida e passado algum tempo, os elegemos novamente. E então eles roub... Isso não vai acabar? Círculo vicioso. Até que alguém diga: “BASTA! Cansei de me enganarem! Eu amo o meu país e não vou deixar vocês fazerem isso com ele!”. Ou até que o político corrupto em questão venha a falecer. Mas aí aparece outro e nos rouba de novo... Enfim. Não vai acabar se não decidirmos isso.
Queria que nós brasileiros transferíssemos essa raiva de quem fala mal do nosso paraíso tropical, para quem faz mal a ele. Talvez assim, a coisa não desandasse tanto. Deixemos o Robin Williams, 50 Cent, Taylor Lautner e todos os outros que falaram mal de nós de lado. Afinal não são eles que estão no controle do nosso país.
Pensando nisso, eu me pergunto: Não seria ótimo se tivéssemos a mesma garra e o mesmo amor pelo Brasil quando os políticos nos fazem de bobos? É, mas parece que temos um remédio muito eficaz para esse tipo de ferida e ela cura bem rapidinho, sem deixar cicatrizes. A questão aqui não se trata de perdoar. Nós não os perdoamos, apenas... “esquecemos” e os elegemos novamente. Então eles roubam absurdamente até que haja um novo escândalo, ficamos p*tos da vida e passado algum tempo, os elegemos novamente. E eles roubam absurdamente até que haja um novo escândalo, ficamos p*tos da vida e passado algum tempo, os elegemos novamente. E então eles roub... Isso não vai acabar? Círculo vicioso. Até que alguém diga: “BASTA! Cansei de me enganarem! Eu amo o meu país e não vou deixar vocês fazerem isso com ele!”. Ou até que o político corrupto em questão venha a falecer. Mas aí aparece outro e nos rouba de novo... Enfim. Não vai acabar se não decidirmos isso.
Queria que nós brasileiros transferíssemos essa raiva de quem fala mal do nosso paraíso tropical, para quem faz mal a ele. Talvez assim, a coisa não desandasse tanto. Deixemos o Robin Williams, 50 Cent, Taylor Lautner e todos os outros que falaram mal de nós de lado. Afinal não são eles que estão no controle do nosso país.
domingo, 19 de setembro de 2010
Things change, my dear
De um ano para o outro as suas ideologias se transformam em apenas bobagens que você, por ser “muito criança”, achou que revolucionariam o mundo.
De um semestre para o outro, aquele ano que parecia que ia ser maravilhoso, torna-se um inferno, cuja saída está longe demais para se alcançar, e aquele ano que parecia que ia ser insuportável, torna-se o mais inesquecível e incomparável de todos.
De um mês para o outro, uma pessoa totalmente desconhecida passa a ser uma das mais importantes da sua vida, e novamente de um mês pro outro, passa a ser apenas uma colega, uma pessoa com a qual você dividiu algum tipo de amizade, alguns tipos de segredos.
De um dia para o outro, aquela pessoa razoavelmente bonita que você via no espelho se torna a mais horrorosa que você já viu, de forma que mal consegue olhar para ela.
De uma hora para a outra, você se dá conta que por mais horrível que alguma situação tenha sido, depois dela “do chão você não passou” e que ele ainda está bem firme para que você consiga seguir por ele.
De um minuto para o outro, aquela gargalhada vira pranto e aquele pranto vira gargalhada.
E de um segundo para o outro, tudo aquilo que você levou anos construindo, pode ser destruído como se não significasse nada.
"Well life has a funny way of sneaking up on you
When you think everything's okay and everything's going right
And life has a funny way of helping you out when
You think everything's gone wrong and everything blows up in your face."
De um semestre para o outro, aquele ano que parecia que ia ser maravilhoso, torna-se um inferno, cuja saída está longe demais para se alcançar, e aquele ano que parecia que ia ser insuportável, torna-se o mais inesquecível e incomparável de todos.
De um mês para o outro, uma pessoa totalmente desconhecida passa a ser uma das mais importantes da sua vida, e novamente de um mês pro outro, passa a ser apenas uma colega, uma pessoa com a qual você dividiu algum tipo de amizade, alguns tipos de segredos.
De um dia para o outro, aquela pessoa razoavelmente bonita que você via no espelho se torna a mais horrorosa que você já viu, de forma que mal consegue olhar para ela.
De uma hora para a outra, você se dá conta que por mais horrível que alguma situação tenha sido, depois dela “do chão você não passou” e que ele ainda está bem firme para que você consiga seguir por ele.
De um minuto para o outro, aquela gargalhada vira pranto e aquele pranto vira gargalhada.
E de um segundo para o outro, tudo aquilo que você levou anos construindo, pode ser destruído como se não significasse nada.
"Well life has a funny way of sneaking up on you
When you think everything's okay and everything's going right
And life has a funny way of helping you out when
You think everything's gone wrong and everything blows up in your face."
Igualmente desiguais
Certos gostos, talentos e manias parecem mesmo estar no sangue e não apenas na convivência. Mal conheci meu avô, mas irrevogavelmente, tem algo dele em mim. E não é apenas o DNA. Algo mais complexo, mais psicológico, eu acho. Talvez o mais bizarro de tudo que temos em comum, seja a minha escolha de profissão. Escolhi Cinema há pouco mais de um ano e apenas há alguns meses descobri que ele teve um estúdio de cinema. É estranho. Ninguém na minha família jamais demonstrou tanto interesse em trabalhar nisso, portanto não poderia ser uma influência, muito menos uma coincidência. Ele era jornalista, eu amo escrever. Ele tinha manias quase neuróticas e eu, de uma forma mais retardada, também tenho.
Há uma conexão, só pode haver. Desde pequena sempre tive uma vontade absurda de realmente tê-lo conhecido. Eu nunca soube exatamente o porquê, eu apenas queria muito. Ainda quero. Impossível, mas não há como tirar essa vontade de mim.
O mais esquisito é que ouvindo histórias sobre ele, percebo que pensamos completamente diferente. Nossas ideologias bateriam de frente. E justamente para mim que vieram parar esses gostos. Engraçado. Não que ele não fosse gostar disso, não acho que brigaríamos um com o outro, mas é apenas irônico.
Quando penso no meu futuro, sempre o quero lá. Sempre sonho que ele poderia me ver fazendo filmes e orgulhosamente diria que sou neta dele, que esse “talento” fora ele quem me passara.
É um sentimento ruim esse. Saber que algo que você supostamente sabe fazer bem, veio de uma pessoa que faleceu antes que você soubesse o que ela significava pra você e que você nunca poderia dizer “obrigada” por ela passar esses genes.
Parece que a Fofoca é uma pretensiosa cópia sua, Vô.
“Isn't it ironic? Don't you think?"
Há uma conexão, só pode haver. Desde pequena sempre tive uma vontade absurda de realmente tê-lo conhecido. Eu nunca soube exatamente o porquê, eu apenas queria muito. Ainda quero. Impossível, mas não há como tirar essa vontade de mim.
O mais esquisito é que ouvindo histórias sobre ele, percebo que pensamos completamente diferente. Nossas ideologias bateriam de frente. E justamente para mim que vieram parar esses gostos. Engraçado. Não que ele não fosse gostar disso, não acho que brigaríamos um com o outro, mas é apenas irônico.
Quando penso no meu futuro, sempre o quero lá. Sempre sonho que ele poderia me ver fazendo filmes e orgulhosamente diria que sou neta dele, que esse “talento” fora ele quem me passara.
É um sentimento ruim esse. Saber que algo que você supostamente sabe fazer bem, veio de uma pessoa que faleceu antes que você soubesse o que ela significava pra você e que você nunca poderia dizer “obrigada” por ela passar esses genes.
Parece que a Fofoca é uma pretensiosa cópia sua, Vô.
“Isn't it ironic? Don't you think?"
sábado, 17 de julho de 2010
Toda vez que produzo um texto, fico pensando sobre quantas pessoas já falaram do mesmo assunto, argumentaram da mesma forma e se posicionaram assim como eu. Nunca acho que minhas crônicas e meus contos são únicos. Geralmente, quando uma ideia me parece muito boa, eu me acho um tanto quanto inteligente por ter pensado nela sem me basear em algo ou alguém, pelo pensamente ter partido de conclusões minhas. Entretanto não acredito que ninguém possa ter pensado o mesmo.
Há muito mais plágio por aí do que se sabe. A questão é que na maioria das vezes não é pensado. Quero dizer, não acho que tantas pessoas assim ouviram a música de alguém, por exemplo, e resolveram copiar a introdução, o estribilho ou o refrão, ou até mesmo praticamente a música toda. Existem pessoas que plagiam intencionalmente? Existem, óbvio. Tem gente querendo se aproveitar do talento dos outros em todos os lugares. Mas não se pode achar que tudo é plágio.
Nessa época em que vivemos há tantas pessoas fazendo arte que a própria se tornou limitada e banal. Ficou praticamente impossível inovar ou revolucionar em algo.
Esses dias li uma reportagem comentando que os fãs do Foo Fighters estavam enfurecidos e gritando para todos os lados que a nova música do Offspring era um plágio de Times Like These. Eu ouvi e comparei. Realmente são muito parecidas, mas por que uma banda com tanto prestígio como o Offspring se prestaria a copiar propositalmente uma música de outra banda? Não é uma defesa, apenas não entra na minha cabeça que eles queiram fazer sucesso em cima dos outros se eles já o têm. Posso estar errada, - e há uma possibilidade grande de isso acontecer - mas creio que essas músicas foram apenas consequência dessa banalidade no mundo artístico hoje em dia.
Afinal, como diz a famosa frase: "Nada se cria, tudo se copia". Parece que agora ela faz realmente muito sentido.
Há muito mais plágio por aí do que se sabe. A questão é que na maioria das vezes não é pensado. Quero dizer, não acho que tantas pessoas assim ouviram a música de alguém, por exemplo, e resolveram copiar a introdução, o estribilho ou o refrão, ou até mesmo praticamente a música toda. Existem pessoas que plagiam intencionalmente? Existem, óbvio. Tem gente querendo se aproveitar do talento dos outros em todos os lugares. Mas não se pode achar que tudo é plágio.
Nessa época em que vivemos há tantas pessoas fazendo arte que a própria se tornou limitada e banal. Ficou praticamente impossível inovar ou revolucionar em algo.
Esses dias li uma reportagem comentando que os fãs do Foo Fighters estavam enfurecidos e gritando para todos os lados que a nova música do Offspring era um plágio de Times Like These. Eu ouvi e comparei. Realmente são muito parecidas, mas por que uma banda com tanto prestígio como o Offspring se prestaria a copiar propositalmente uma música de outra banda? Não é uma defesa, apenas não entra na minha cabeça que eles queiram fazer sucesso em cima dos outros se eles já o têm. Posso estar errada, - e há uma possibilidade grande de isso acontecer - mas creio que essas músicas foram apenas consequência dessa banalidade no mundo artístico hoje em dia.
Afinal, como diz a famosa frase: "Nada se cria, tudo se copia". Parece que agora ela faz realmente muito sentido.
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